Já passou!
Vai entender essas mulheres, né???
> Que mulher nunca teve > Um sutiã meio furado, > Um primo meio tarado, > Ou um amigo meio viado?
> Que mulher nunca tomou > Um fora de querer sumir, > Um porre de cair > Ou um calmante para dormir?
> Que mulher nunca sonhou > Com a sogra morta, estendida, > Em ser muito feliz na vida > Ou com uma lipo na barriga?
> Que mulher nunca pensou > Em dar fim numa panela, > Jogar os filhos pela janela > Ou que a culpa era toda dela?
> Que mulher nunca penou > Para ter a perna depilada, > Para aturar uma empregada > Ou para trabalhar menstruada?
> Que mulher nunca acordou > Com um desconhecido ao lado, > Com o cabelo desgrenhado > Ou com o travesseiro babado?
> Que mulher nunca comeu > Uma caixa de Bis, por ansiedade, > Uma alface, no almoço, por vaidade > Ou, um canalha por saudade?
> Que mulher nunca apertou > O pé no sapato para caber, > A barriga para emagrecer > Ou um ursinho para não enlouquecer?
> Que mulher nunca jurou > Que não estava ao telefone, > Que não pensa em silicone > Ou que "dele" não lembra nem o nome?
(tirando o desconhecido, o canalha, os filhos e a panela, eu me identifico demais com esse poemitcha!!)
Feliz dia 26 de Novembro de 2004!!! (Hoje eu vou comemorar um dia bem melhor do que ontem!!!)
P.S. Aeh Moniqueeeeeeee eu quero ser feliiiiiiiiiiiiiizzzzzzz sempre!!!!!! Felicidade pra MOS!Bitoks
Escrito por Mona às 08h45
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ALBERTO CAEIRO é REI! (é grande, mas diz tudo...lê...vai!)
Queria eu ter essa filosofia de vida...
Há metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que ideia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber que o não sabem? «Constituição íntima das cousas»... «Sentido íntimo do Universo»... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas. É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das [árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.
Agradeço todos os comentários que recebi no meu post mega baixa estima! Acreditem: não, eu não queria confete, mas acabei ganhando muito deles e fiquei feliz!
Jurei por mim que eu não posso me sentir menor e menor e menor....até virar um monte de nada!
Comecei ontem a minha campanha " Eu sou irada" !
Mesmo que vc não me ache, se ache! Eu me achei (nos dois sentidos!)
Um bjo!
Mona
Escrito por Mona às 16h16
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